segunda-feira, 3 de abril de 2017

Exposição de Fotos Antigas da Comunidade Sinodal

Na Quermesse Anual da Comunidade Sinodal de Candelária - RS, em 02/04/2017, houve uma exposição de fotos antigas acerca do histórico da sua criação.

A Comunidade Sinodal de Candelária – RS foi criada oficialmente em 1926. Seus membros eram oriundos da Comunidade Evangélica Alemã, situada em frente à praça. A partir de 1905, cerca de 20 famílias passaram a discordar de algumas decisões daquela comunidade, como, por exemplo, a não filiação ao Sínodo que surgia com força na Europa e enviava pastores formados para o restante do mundo. Vale ressaltar que, naquela época, a falta de pastores graduados era grande e, por isso, as comunidades evangélicas, não vinculadas ao Sínodo, aceitavam, para a função, pessoas com outra formação.

            Assim, a tensão foi se ampliando, ao ponto dessas famílias não participarem mais dos ritos na igreja, tendo seus cultos na escola. E a gota d’água foi quando aquela comunidade resolveu escolher para o cargo, vago com a morte do Pastor Gustavo Frederico Natorp, o “pastor” Ludwig Bohn, oriundo de Santa Rosa – RS, onde atuava como professor. Uma vez totalmente desvinculados da igreja-mãe, grande foi o empenho daquelas famílias dissidentes em adquirir um terreno que se localizava na Rua Mittendorf. Tendo ali já três pequenas casas germinadas, começaram a reforma de uma, onde construíram uma torre, passando esta a ser a igreja. As outras duas seriam destinadas à casa do pastor com sua família e à escola.

Um detalhe que talvez convenha lembrar no histórico da dissidência e formação da Comunidade Sinodal em Candelária - RS, é que aqueles pastores formados, que atendiam à “Comunidade da Praça”, já vinham com idéias e tendências de conquista e vínculo ao Sínodo Europeu. Prova disso, foi o Pastor Michael Haetinger que preferiu se desvincular em 1891, filiando-se ao Sínodo, criando, em 1892, o belo complexo complexo Pella Bethânia, em Taquari – RS, que acolhia órfãos, inválidos e viúvas. Lá, dirigiu aquela entidade até a sua morte, além de ser pastor itinerante. Outro pastor que, talvez, viesse com a mesma finalidade, foi o Pastor Gustav Friedrich Natorp, não fosse a tragédia pessoal que enfrentou em sua vida – e desconhecida até hoje pela maioria dos candelarienses - e que transformou seu cotidiano.


O casal Maria e Ludwig Laveuve com suas filhas eram franceses. Logo após a criação da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana do Brasil em Candelária – RS, eles fundaram a primeira escola, onde atuaram como professores, até 1933, na casa ao lado da igreja, na Rua Mittendorf. Ele era também redator no jornal O Novo Tempo.


Tendo a formação para atuar também como pastor, Wilhelm Schütze logo foi incumbido nessa função. Nascido em 25-02-1898 na Letônia, chegou em Candelária – RS, em 1927, assumindo a pequena Comunidade Sinodal, a direção da escola e o internato. Os anos que permaneceu em solo candelariense, dedicou-se incansavelmente no desenvolvimento da comunidade assumida, o que trazia bons reflexos de progresso ao município. 
            No entanto, devido à guerra além-mar e ainda que nem fosse alemão, foi afastado da comunidade e perseguido até a sua morte, mesmo sem indícios ou fatos que indicassem seu envolvimento com o nazismo. Daquela época e de tudo que aconteceu, conclui-se que várias foram as razões para o seu afastamento, desde “o delírio” de alguns em assumir sua vaga, devido aos generosos recursos provindos de outros países para a escola, até “a neurose em confirmar meras suspeitas”, baseadas em relatos “ouvidos atrás das portas” por alguns alunos espiões, infiltrados no educandário para vigiarem as ações e contatos diários do pastor. Ora, sabe-se que em tempos turbulentos, onde o medo e o ódio foram alastrados e pairavam em quase todos os lares e lugares, destinar crianças, cujo entendimento da realidade é diferente, aliado às fantasias típicas da idade, é frágil, sem sustentação e duvidoso. Além disso, todas as correspondências destinadas à escola, aos alunos e ao pastor eram abertas no correio local, assim como todas as que eram emitidas.
            O fato é que, mesmo após ser afastado e transferido a cidades de outros estados, como a Bahia e Santa Catarina, os ataques e perseguições continuaram. Como declararam alguns ex-alunos: Os rádios-amadores de seus algozes eram a ferramenta para a contínua tortura do pastor, repassando calúnias Brasil afora.  
            E assim, seu destinou passou a ser trabalhar em outras funções, sendo a última a de mineiro. De corpo sem preparo físico para esta função, o Pastor Wilhelm Schütze contraiu pneumonia, doença que o levou a óbito. Faleceu no Hospital Evangélico do Rio de Janeiro – RJ, em 10.04.1965. E nas memórias, escritas por sua segunda esposa, suas últimas palavras teriam sido: “Acabou meu sofrimento. Ali vem Jesus!” E teria adormecido tranquilo e sereno....


1938: Na aula de equitação, a aluna Grechten Raikowsky montada no Dreister, em companhia do Prof. Joachim Fink. Este professor ao ser deportado, passou a dar aulas na Polônia, casou-se em plena guerra e teve um filho. Mas quis o destino que o exército alemão, após derrotar a Polônia, que ele fosse integrado a SS. Muito ferido, baixou no atendimento da Cruz Vermelha onde foi atendido pela Helene von Hasselblatt. Mesmo sem ter condições de ir para nova batalha, foi convocado novamente pela SS para o terrível confronto contra os russos no inverno de 1941. A partir dali, sua esposa nunca mais soube notícias dele. Acredita-se que ele tenha sido preso russos e enviado para a Sibéria, onde terminou seus dias em trabalhos forçados.


Vista dos animais - importados da Europa - no navio, fazendo a travessia até o porto de Rio Grande. Eles foram adquiridos para incrementar a parte da agropecuária no colégio e também como matrizes para fornecer animais melhorados aos colonos candelarienses. Veio um touro reprodutor e quatro vacas holandesas, além de um cavalo para serviços pesados, três ovelhas e três porcos de carne. Alfredo Reinaldo Ensslin e Alfonso Gewehr buscaram os animais no porto e os trouxeram até o colégio no início de 1935. 


            A única peça que compunha o uniforme era apenas um boné ou uma boina que trazia a Cruz de Malta na fronte. O desenho ilustrativo foi criado pelo aluno interno Walter Matschulat, de São Paulo, que, anos mais tarde, se formou em engenharia e era usado em folders de divulgação da escola.

Mas os tempos difíceis e de conflitos em uma Europa destruída chegaram também aqui. O medo de candelarienses que só sabiam se comunicar em Língua Alemã – não por culpa deles, mas mais uma vez dos governos que só os trouxe, porém esqueceu-se, durante quase um século, em providenciar escolas com professores que ensinassem o Português – fez com que o retrocesso fosse implantado. Colonos mudos impedidos de vender seus produtos e se tentassem eram presos sem que pudessem se defender... Para piorar, alguns de seus pertencesses mais valiosos, confiscados e repartidos como despojos...
E o belo complexo teve seus professores estrangeiros devolvidos à Europa. O Pastor Wilhelm Schütze foi preso várias vezes aqui, sob alegações, embora nunca fossem comprovadas e, por fim, deportado do município em 1939. Incursões de “supervisores” entravam na escola, traumatizando alunos que nunca esqueceram suas ameaças do tipo: “Se tu falares alemão, vou cortar a tua língua”.
Mesmo sendo uma escola privada, muitos alunos foram introduzidos sem qualquer custo aos pais, gerando crise financeira que o colégio não conseguia arcar. Como consequência, houve o fechamento da escola em 1946. E o complexo só não ardeu em chamas, porque quando o então Prefeito Albino Lenz soube que um grupo marchava em direção da escola, levando galões de gasolina para “meter fogo em tudo”, dirigiu-se rapidamente e, na frente do portão, de braços abertos teria gritado, quando o grupo avançou: “Daqui pra frente, só por cima do meu cadáver!”, acalmando os fanáticos que teriam se contentado em apenas queimar as bíblias e hinários que havia na igreja.
E assim, infelizmente, Candelária perdeu sua primeira grande chance de alavancar seu definitivo progresso! Coisa que raros municípios tiveram naquela época, em todo o Estado.

Com a venda do complexo educacional do Colégio Agrícola Sinodal para o Estado, nova área foi adquirida entre as ruas Thompsom Flores e 7 de Julho, onde foram construídas a casa paroquial, a Escola Rio Branco e a terceira igreja da comunidade. O templo, o último a ser construído, foi inauguro em 12/04/1953.


Em memória de Walter Martin Schütze, filho do Pastor Wilhelm Schütze.

Exposição de Fotos Antigas no Quilombo em Candelária - RS

Em 29/01/2017, durante a festa comemorativa do Centenário da Comunidade Católica São Bento, ocorreu a exposição de 100 fotos antigas sobre o histórico daquela igreja e a formação daquela localidade e adjacências...
Histórico da Comunidade São Bento no Quilombo

João Melz - em pé, o 4º da dir. p/a dir. - era um antigo morador do Quilombo, prestando o serviço militar em São Borja - RS, ainda na época em que Borges de Medeiros era o Governador da Província de São Pedro.
família de JOSÉ BRIXNER (*10-01-1902 †17-11-1985), filho de João Brixner e de Hildegard ?, com sua esposa MATHILDE ARENHARDT (*24-06-1898 †26-07-1990). No colo da mãe: UTALCINO JOSÉ (*11-01-1929 †?, dentista, c/c Gertrudes Mahldorf (*19-05-1935 †29-11-1992). À dir.: BRILHANDE TELCIA (*?, c/c Vicente Paulus (*? †?, reside em Estrela Velha); com o pai: OTACÍLIO (*? †?, residia em Vale do Sol – RS); e, à esq., ROMEU ODILO (*? †?, c/c Zita Kretzmann (*? †?. Ele foi dentista na localidade e itinerante, em que não havia ainda anestesia para a extração de dentes e nas obturações. Anos mais tarde, mudou-se com a família para a cidade de Candelária - RS.
Candelária: 21-09-1963
Enlace do Prof. Mário Waechter (*03-08-1935, Linha Ana), filho de Olíbio Waechter (*01-09-1888 †19-05-1958) e de Francisca Gassen (*20-1?-1892 †30-04-1985) com Erica Irena Becker (*20-10-1938, Cachoeira do Sul, RS), filha de Albino Becker (*28-01-1911 †24-12-1966) e de Blondina Lang (*06-11-1916 †18-06-2004). A cerimônia religiosa foi oficializada pelo Padre Emílio Backes na Igreja da Paróquia Matriz. Testemunhas: Hildor e Ledi Wagner; Othmar e Gladis Pohl. Ele foi professor no Quilombo. Anos mais tarde, Mário foi professor também na Linha Brasil, na Linha Facão e Diretor da Escola Lepage.

Filhos do casal Lüttjohann, antigos moradores da Costa do Rio, eram músicos. Os quatro meninos eram cegos de nascença.

Em 1953, havia a Sociedade de Damas Glória na Linha Ana, no salão de João Anton. No entanto, antes disso, havia o salão de João Brixner, localizado ao lado da atual Igreja São Bento. Mais tarde, o local passou a ser de Lindolfo Wagner que o manteve por algum tempo. Hoje o imóvel não existe mais.
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PATROCINADORES
Esta exposição contou com os colaboradores abaixo, que cobriram parcialmente os custos.
SUPERMERCADO WOLLMANN - LABORATÓRIO PASQUALOTO - ABEL AUTOMÓVEIS - VAREJÃO OBA-OBA - SORVETERIA GUT - LOJAS CERENTINI - LAIS DOLORES KLAFKE - ALBINO GEWEHR - ARISTIDES FEISTLER, VICE-PREFEITO RIM

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Dados sobre outros sobrenomes

Já há alguns dados disponíveis para os sobrenomes:

ABELING, ADAM, AHRONS, ALEXANDER, APPEL, AREND, ARND, ARNEMANN, BARTH, BARTHELMES, BARTHOLDI, BARTHOLOMEY, BASECHACK, BAUER, BAUERMANN, BAUMHARD, BAYER, BEHRENDS, BENDER, BENKE, BENZEL, BERES, BERGER, BERGFRIED, BERGHAUSEN, BERHRENDS, BERLS, BERLT, BERTHOLDI, BESCHEREN, BEULKE, BIECK, BILLIG, BLOCK, BLÖDERN, BLÖDORN, BOER, BOHL, BOHRADT, BOLTOAN, BÖNEMANN, BORATH, BORCHER, BÖSEL, BRADI, BRANDENBURG, BRENNIG, BRESLER, BRUST, BUENNIG, BUGS, BUR, BÜRGER, CAPPEL, CASPARI, CASSEL, CLAAS, CLAUS, CLOSS, COLLMANN, CRÜGER, DAMM, DATHEY, DATTHYN, DECHER, DESBESEL / DESBESELL, DETTENBORN, TEXTOR, DOCKHORN, DOEBE / TOEBE, DREHER, ECH, ECKE, ECKERT, EGGERS, EICHENBERG, EICKSTÄDT, EIFLER, EISERMANN, ELLERT, ELSEBACH, EMICH, EMMEL, ENGELMANN, ERDMANN, ERICHSEN, FASBENDER, FAUST, FELLENBERG, FELTEN, FICHT, FISS, FITTELKOW, FOCKING, FOKKING, FORSCH, FRANKE, FRANZ, FREDRICH/FRIEDRICH, FREYBERG, FRISTCH / FRISCHE, FRÖSE, FÜLBER, FUNKLER, FÜRST, GARMATZ, GENÄHR, GENZ, GERHARD, GERLACH / GERLUCH, GERSTING, GESKE, GIESCKE, GÖBEL, GÖTZ, GRALON, GRALOW, GRAWUNDER, GREINER, GRESSLER, GRIEBEL, GRIEGER, GRONWALD, GROSS, GROSSKOPF, GRÜNDLING, GRYBEL, GÜNTHER, GUSSLER, HAACK, HAAR, HANSEL, HART, HÄUSER / HEUSER, HECHT, HEINZ, HEINZEN, HELING, HENN, HENNIG, HENTSCHKEN, HERMANY, HILDEBRAND, HIRSCH, HOELZ, HOFFMANN, HOHENDORF, IMER, ISER, ISERHARD, JACOBUS, JÄGER, JANDREY, JOBIMS, JOCHIMS, JOST, JUHNERR, JUNGHERR, JUNKHER, KANNENBERG, KAPPEL, KAPPKE, KATH, KELLER, KENTSCHKEN, KESCHLER, KESSLER, KIECH, KISTEMACHER, KISTEMALER, KLAS, KLUM, KNIELING, KNIEPHOFT, KNIPHOFF, KNOD, KNUDSEN, KNUTZ, KNUTZEN, KÖHL, KÖHLER, KÖHN, KOLBERG, KOLLMANN, KRAMMES, KÜNTZER, KURTZ / KURZ, KUSSLER, KÜSTER, LAGASE, LAIBAUER, LAMPERT, LAND, LANGE, LASCH, LAU, LEIENDECKER, LEONHARD, LINKE, LINROTH, LINS, LORENZ, LUDEWIG, MAILITZ, MALEM von, MANDLER, MARKMANN, MARKUS, MARTENS, MARTIN, MATHIAS / MATTHIAS, MATHIS, MÄURER / MEURER, MAYER, MEINHARD, MENZEL, MERTEN, METZ, METZDORF, METZER, MILITZ / MILIZ, MILIUS / MYLIUS, MOLZ, MUERER, NAGEL, NAPP, NAS, NEITZKE, NETZ, NEU, NEUMANN, NICHTERWITZ, NIEDERSBERG, NIETZKE, NINOW, NOY, NÜCHTERWITZ, NYLAND, OCHS, OLDENBURG, OTTO, PANKE, PARNOW, PEITER, PITTELKOW, POHL, PORATH, QUOOS, RAASCH, RAMM, KAMPF, REINICKE, REINKE, REIS, REISSWITZ, RENKE, REUTER, RIECK, RISCH, RÖDEL, RÖHL, ROHLOFF, ROTHEMUND, ROTHMUND, RUPPENTHAL, SCHAFFER, SCHEERER / SCHERER, SCHILD, SCHIRMER, SCHLEMMER, SCHLOSER, SCHMÄCKER, SCHMANN, SCHMÖKER, SCHNORR, SCHOTT, SCHREINER, SCHUBERT, SCHUSTER, SCHÜTTLER, SCHÜTZ, SCHWEICHHATT, SCHWEIHARD, SCHWENGEL, SCHWERIN, SEIBEL, SEIBERT, SEIDEL, SEIDLER, LEIENDECKER, SEIFARTH, SELL, SESANI, SILBERSCHLAG, SPENGLER, SPIER, SPODE, STÄDNITZ, STAHL, STAMM, STEINERT, STEINHÖFEL, STHAL, STORCH, STORG, STREPPEL, STREY, STROHM, STROHSCHAEN, STROHSCHEIN, STUMM, TACTZOLD, TAUCHERT, THOMPSON, TIETZE, TIM, TIMER, TOILLIER, TORNQUIST, TREIN, VETTER, VITALIS, VOSS, WÄCHTER / WÄSCHTER, WEBER, WEIERBACHER, WEIGEL, WEINTERFELD, WEIS / WEISS, WENDORF, WEREMEIR, WERKHÄUSER, WERNER, WIESEL, WIESENER, WIETZKE, WILD, WILLEMS / WILLMS, WINK, WINTERFELD, WITT, WOJAHN, WÜRDIG, ZIEBELL,  ZOHLINGER, ZUTHER, ZWICHER

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

XI Exposição de Fotografias Antigas - Crianças e seus brinquedos

(Fevereiro a Julho 2016)
Resumo:
 
          Crianças... Quando as vemos hoje, sempre cercadas de tantos brinquedos, pode ocorrer a pergunta: E antigamente, quando tudo por aqui era praticamente mato, com os imigrantes ou migrantes ainda chegando, como elas brincavam? As fábricas aos poucos iam sendo instaladas, porém voltadas ao que era mais importante, como a fabricação de ferramentas para facilitar a vida dos adultos.
            É certo que a brincadeira mais estimulada era os pequenos afazeres domésticos, como colher frutas, cuidar de animais, etc. Mas havia também o estímulo para trabalhos futuros, como, por exemplo, aprender a montar em cavalos. Assim, quando estavam um pouco maiores, iam ao armazém pegar utensílios ou levar mercadorias.
            E como ainda não havia brinquedos, quem os quisesse tinha que pedir aos pais que os importassem, ou fabricassem, até que eles, os pequeninos, conseguissem manusear as ferramentas para a sua criação. E assim, iam desenvolvendo e aperfeiçoando seus dons, formando futuros marceneiros, ferreiros, mecânicos ... Era a aprendizagem na escola da vida!
 
           Um "brinquedo"  muito comum e que praticamente todas as crianças dispunham era o animal de estimação. Eles variavam desde os selvagens, obtidos nas matas, até os cavalos, cães, porcos, cabritos, etc.



1892: Candelária – RS
Da esq. p/a dir.:  Os irmãos Albino Julio (*01-03-1888 †29-03-1939, c/c Elvira Silveira  (*01-01-1893 †18-07-1961) Leopoldo (*12-10-1884 †Santana do Livramento – RS, c/c Silvia Pinto (*20-09-1884 †?) e Arnoldo Schilling (*30-10-1886 †16-10-1950, c/c Emma Guilhermina Christmann (*04-04-? †?), todos filhos de Guilherme Schilling Filho (*08-10-1860 †16-01-1938) e de Clara Goelzer  (*14-08-1866 †20-07-1942) com o seu animalzinho de estimação.

           Numa época em que ainda não havia TV, um divertimento muito estimulado pelos pais era a leitura. Geralmente os irmãos mais velhos, já alfabetizados, liam as estorinhas para os menores, o que proporcionava a aprendizagem dos que ainda não sabiam ler. Como grande parte das escolas eram superlotadas de estudantes, na maioria das vezes todos em uma só sala, o educador tinha sua tarefa um pouco „aliviada“, quando os recebia tendo o domínio da leitura. E como muitos pais recebiam, livros, revistas e jornais em alemão, que aqui também eram impressos nessa língua, graças a isso, muitas crianças  passaram a ter domínio nos dois idiomas.
 
 
1935: Candelária – RS
As irmãs Yeda (*28-03-1925 †13-02-2011, c/c Silvio Silva (11-11-1913  †?), Yelva (*01-12-1927, c/c Honorato de Souza Santos (*25-09-1915 †26-08-1975) e Yone (*21-12-1929, c/c Vicente Campos (*10-08-1918 †31-10-2011), todas nascidas em Cachoeira do Sul – RS, filhas de Reinaldo Roesch (*30-06-1898 †17-02-1979) e de Amalia Martin (*05-03-1905 †29-07-1988), candelarienses, na casa do avós paternos Woldemar Ferdinand Samuel Roesch (*15-04-1875 †29-09-1957) e de Phillippina Ottilia Amália Decker (*08-04-1879 †13-06-1958).
 
1913: Candelária – RS
Um grupo de quatro crianças que fabricaram seus próprios instrumentos musicais. Os irmãos Reinhold (*30-06-1898  †17-02-1979) com o violão, Arno (*09-05-1907 †na Argentina) com a flauta, Oswaldo Roesch (*31-08-1908 †25-09-1966) com o violino e um amigo (ainda não identificado) no violoncelo,  em uma bela demonstração no desejo pela musicalidade e união para formar uma banda. Eram filhos do imigrante Woldemar Ferdinand Samuel Roesch (*15-04-1875 †29-09-1957) e de Phillippina Ottilia Amália Decker (*08-04-1879 †13-06-1958).
 

1932: Candelária – RS
Arno Hintz (*27-03-1925 †03-11-1939), à esquerda, filho de Leopoldo Hintz (*16-03-1900 †08-09-1988) e de Elza Adelina Steil (*19-12-1900 †20-03-1978) com, provavelmente, seus primos Edilia Welsch (*16-03-1927 †19-08-2013)  e Lauro Jacob Welsch (*04-08-1925 †20-03-1955), filhos de Arnoldo Welsch (*09-03-1998 †12-06-1964) e de Frida Arnoldina Steil (*20-12-1903 †26-07-1993). Vê-se que Edilia já tem uma boneca cujo rosto e membros são de porcelana, mas o corpo ainda é de tecido. Já os meninos brincam com carrinhos montados, ou por algum ferreiro, ou pelos próprios pais. Edilia casou-se, mais tarde, com William Argos Spengler (*10-07-1922 †08-03-1981), filho de João Eduardo Spengler (*31-08-1894 †21-05-1963) e de Maria Blondina Kochenborger  (*11-05-1896 †13-06-1983). Arnoldo nunca se casou.
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FOTOS DE OUTRAS CRIANÇAS
BORN, Paulo - cavalete de balanço
FILTER, Beatriz - cavalete de balanço
HECHT, Analia Nelsinda - com um cachorrinho
GEWEHR, Clécio - triciclo
GEWEHR, Hugo - triciclo
GOELZER, Rui - a cavalo
GOELZER, Armindo Rudi - montado em um boi
LENZ, Albino - lendo
GUNDERMANN, Helena - cavalete de balanço
ROESCH, Arno e Oswaldo - a cavalo, moendo milho
ROESCH, Reinold (pai e filho), Friedlinde, Olga e Oswaldo - colhendo frutas
SCHILLING, Olga, Albino e Willy - brinquedos importados
THOMÉ, Edith - carnaval
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Colaboradores da Cultura em Candelária – RS:
Aristides Feistler, Casarão Verde, Drª Cristina Rodrigues (Acupuntura, Laserterapia e Estética, (51) 98385776), Edgar Ensslin, Gás do Zuca, Imóveis René Karnopp, Hildomar Henker,  Hotel Michels, Infotécnica, Laboratório de Análises Clínicas Pasqualoto, Lívia Benemann, Lúcia Hilda Steil, Radünz Engenharia, Roberto Radünz, Sicredi, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Candelária, Sonia Molz, Tânia Steil (Psicóloga), Úrsulka e Marga Schmidt, Valdemar Schwantz, Valdir Röhrs, Varejão Oba-Oba, Vera Hintz e Verônica Klafke.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Cemitérios em Candelária - RS e adjacências

Além das sepulturas que constam no livro Cemitérios em Candelária - RS e adjacências há o levantamento de lápides em mais de 50 cemitérios da região que ainda não foram publicados. No acervo fotográfico, há também mais de 15 mil fotografias de lápides antigas, disponibilizadas individualmente aos interessados. Muitas destas lápides, por não haver mais descendentes que as mantenha, foram substituídas por novos sepultamentos....
 

 


 

 


 
 

sábado, 17 de outubro de 2015

X Exposição de Fotografias Antigas - Casamentos II

( Novembro 2014 a outubro 2015)
Resumo:
Devido à importância do tema, dá-se continuidade à exposição de fotografias antigas de casamentos.

 
 
30-07-1920: Linha Brasil, Candelária – RS
Albino Ellwanger (*25-10-1897, Linha Bernardino Loureiro †08-04-1966), filho de Pedro Ellwanger (*19-12-1861 †29-10-1946) e de Elisabethe Ellwanger  (*19-11-1866 †08-04-1946), casou-se com Maria Ottilie Behlke (*17-04-1900, Linha Brasil †09-06-1987), filha de Carlos Henrique Behlke (*28-01-1860 †02-01-1951) e de Philippine Jung  (*30-07-1860 †10-08-1905). Testemunhas: Arthur Ferdinando Schuck e Ferdinando Ellwanger. Pastor: Gustavo Adolfo Frederico Natorp
 
 
12-07-1923: Linha Passa Sete, Candelária – RS
Reinholdo Schmachtenberg (*01-05-1895, Linha Passa Sete †04-02-1984), filho de Carlos Schmachtenberg (*09-02-1858, Hilden, Rheinpreussen †28-10-1933) e de Maria Johanna Catherina Kreher (*31-07-1868, Joinville, SC †21-06-1948), casou-se na Igreja Evangélica Alemã com Arlinda Teichmann (*17-06-1903, Linha Passa Sete, †10-07-1947), filha de Frederico Guilherme Teichmann (*23-01-1879   †18-05-1958) e de Luise Caroline Albertine Gölzer (*14-06-1882 †12-08-1969). Testemunhas: Balduino Schmachtenberg e Wilhelm Jahnke Filho. Pastor: Gustavo Adolfo Frederico Natorp
 
09-10-1919: Cidade de Candelária – RS
Theobaldo Grehs (*04-08-1895, Rincão São Pedro, Santa Maria – RS †25-01-1980), filho de Carlos Grehs (*05-10-1871 †31-01-1934) e de Elisabetha Ellwanger (*06-10-1879 †12-11-1929), casou-se na igreja com Reinholdine Luise Krug (*05-08-1895, Linha do Herval †26-09-1981), filha de Jorge Krug (*13-10-1868 †?)) e de Ida Trapp (*12-02-1868 †30-08-1956). Testemunhas: Alfredo Krug e Arthur Saueressig. Pastor: Gustavo Adolfo Frederico Natorp
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Fotos de outros casamentos
 
BECKER, Armindo & PETRY, Eugenia - 1937
DOSS, Ildefondo Alfredo & SCHMIDT, Hedi Iris - 1953
ELLWANGER, Harry Affonso & KNIES, Adelina - 1946
KRANOVIÉ, Titus Ljubowir & PETRY, Wally - 1932
LUTHER, Alwino & GREHS, Hilda - 1937
MELCHIOR, Fredelino & SCHÜNKE, Hilma - 1930
MELCHIOR, Theobaldo & BRATZ, Ady - 1941
PRIEBE, Germano Alberto Theodoro & STRASSBURGER, Clara - 1910
PRIEBE, Leopoldo & STRASSBURGER, Luisa - 1910
PRIEBE, Roberto & STRASSBURGER, Elisabeth Maria - 1910
PRIEBE, Theophilo & JUNG, Amanda - 1937
RADTKE, Erwino & PRIEBE, Theolinda - 1934
RECH, Ignácio & GASSEN, Elsa Maria - 1935
SCHROEDER, Srthur & LUTHER, Olinda - 1928
STRASSBURGER, Dr. Ruy & FIGUEIREDO, Janete Maria - 1955
WEBER, Horst & HEINRICH, Delila - 1939
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Patrocinadores:
Abel Automóveis, AGG – Advogados Associados, Arte Corpo Estética e Fisioterapia, Beatriz Röhrs, Casarão Verde, Cia. da Saúde Academia, Eletrotec, Espaço Saúde – Academia de Ginástica e Musculação, Gás do Zuca, Gündel Veículos, Hildomar Henker, Infotécnica, Jet Car’s, Laboratório Clínicas de Análises Pasqualoto, Lojas Soares, Lucia Gewehr, Milton Zilch, Nei Ferreira da Costa (Advogado), Paulo Butzge (Prefeito), Radünz Engenharia, Sapatu’s Görck, Sicredi Centro-Serra, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sorveteria Gut, Tania Steil (Psicóloga) Telmo Grunewald (Vereador) Valdemar E. Schwantz, Vanessa Streck (advogada), Varejão Oba-Oba e Vera Hintz